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The best night ever!

As coisas são engraçadas... Logo que eu cheguei aqui eu achei que seria fácil fazer amigos, que a comunicação não seria tão problemática quanto foi e que eu iria fazer um monte de coisas... Pois bem, estou aqui há pouco mais de 5 meses e fiz algumas coisas que eu queria fazer, mas nem tudo ainda. E agora,faltando apenas UM MÊS pra voltar pra casa tudo começou a acontecer e está acontecendo num ritmo tão frenético que eu não consigo colocar em palavras e postar no blog. Sexta-feira, 13 de abril de 2012, um dia normal. O Leo está de férias da escola – ta vendo? Mais uma coisa que eu não contei – passamos o dia em casa, brincamos bastante e a noite teria uma festa na casa dos marines, sem muitas novidades. Já fui em duas, se não me engano e é super tranquilo. Geralmente fico conversando com o pessoal que eu já conheço e volto pra casa cedo. Mas essa sexta-feira foi diferente. Não sei porque, mas os marines estavam mais amigáveis – ou talvez seja meu inglês que melhorou absurdamente – e ...

Miriam's Song

Tudo o que eu li nesse livro me deixou muito impressionada, é muito além do que eu aprendi na escola, muito além das minhas pesquisas na internet e, às vezes, até mais cruel do que algumas histórias que a Caroline me contou. E eu não me refiro somente às condições de estudo por causa da Bantu Education (educação para negros), me refiro a tudo: a Miriam vivia em um lugar perto de Johanesburg chamado Alexandra, uma área exclusiva para negros. Em Alexandra as casas não tinham energia elétrica e nem água encanada. Pelo que eu entendi todos moravam em espécies de cortiços, em casas de 2 cômodos que, no caso dela, era dividida por uma família de 9 pessoas. Mas dependendo da família eram mais pessoas nas casas, mas as casas nunca eram muito maiores do que 2 ou 3 cômodos e com uma fossa no quintal que era dividida entre todas as casas do quintal. A taxa de desemprego em Alexandra na década de 80 chegava a 60% e a violência – inclusive por parte dos policiais – era muito grande. As taxas de e...

Transporte público sul africano

Essa semana começa minhas aulas na minha escola. Então hoje a Alice – nossa faxineira – foi me ensinar a fazer o trajeto entre a minha casa e a minha escola com o transporte público local. A primeira informação que ela me deu foi super “confortadora”. É a respeito dos taxis – nós chamamos de Van no Brasil – ela me disse que a maioria dos motoristas não tem licença para dirigir. Ótimo! Eu só tenho que pegar um desses até a estação de trem mais próxima. Com relação a essa estação ela me deu outra notícia confortadora: “ta lotada de trombadinhas”. Mas enfim, essa é a maneira mais rápida e – acho que posso dizer – segura de chegar na escola que eu tenho. Pra não dizer que é a única nesse momento. Bom, mas e o transporte? As Vans até que não são ruins, nada comparada às que fazem o trajeto Valinhos-Campinas, mas podemos comparar com as que rodam em São Paulo. Os dois motoristas que eu peguei – ida e volta – não me pareceram camicases e espero que continue assim. O trem é ruim, mas eu fui...