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Mostrando postagens com o rótulo Caroline

...e assim chegar e partir...

São só dois lados da mesma viagem, o trem que chega é o mesmo trem da partida... A hora do encontro é também despedida... Essa música não sai da minha cabeça. Sabe, eu não me sinto triste o tempo todo, mas a cada pessoa que eu me despeço, sinto que deixo um pedacinho do meu coração. Eu já me despedi de muita gente e de várias maneiras, mas nunca foi tão difícil quanto está sendo agora... Pois das outras vezes eu tinha a certeza, ou ao menos a esperança, de voltar a ver essas pessoas. Mas aqui, como eu já falei, é diferente. Provavelmente eu não volte mais e isso faz com que a dor da despedida seja maior... Hoje foi a vez de falar tchau pra Caroline e sinto meu coração sangrando dentro do meu peito. O tanto que ela me ajudou, tudo o que ela fez por mim, a forma como ela cuidou de mim. Sinceramente não sei como descrever e nem como agradecer à ela – em inglês, pra complicar um pouquinho – tudo o que se passou nesses poucos meses. O importante é que estou orgulhosa de mim mesma e do...

Enquanto eu andar distraído...

Como eu postei aqui segunda-feira fui passear no Red Bus e foi um passeio bem legal... Mas eu também comentei – acho que os mais atentos perceberam – que eu peguei o trem “errado”. Eu acabei chegando em Cape Town, mas demorei bastante e desconfiei que eu havia passado por Cape Flats. Pois bem, hoje perguntei pra Caroline sobre esse trem e quase apanhei dela! Ela falou que eu fui louca de pegar aquele trem e que nem ela – que nasceu, cresceu aqui e é colored – tem coragem de pegar aquele trem e “passear” por Cape Flats... Que mesmo ela nunca foi na maioria daqueles lugares e que, graças a Deus, eu não desci do trem em alguma estação porque eu nunca conseguiria volta pra Retreat. Deixe-me explicar: Cape Flats é a região onde todos os coloreds – incluindo o pessoal de Distric 6 – foram enviados quando o governo do Apartheid desocupava áreas e as tornava áreas para brancos. Os índices de violência em Cape Flats são mais altos que no resto da cidade e assaltos, estupros e assassinatos aco...

Packing

Loucura! Loucura! Loucura! Somente assim eu consigo descrever o que aconteceu aqui em casa entre segunda-feira e hoje! O consulado contrata uma companhia de mudança, eles vem, vão fuçando em tudo, “desenterrando” coisas que nem a gente sabia que existia e empacotando tudo! Até os móveis são embalados em caixas de papelão ou plástico bolha, nada sai da casa sem um pacote. Mas vamos do começo: segunda foi o aniversário do Leo, minha entrevista no Consulado pro visto pra ir pros States e o primeiro dia de packing. Acordei mais cedo porque minha entrevista era as 8:30h da manhã, mas a Claudia falou que eles atendem por ordem de chegada e não exatamente pelo horário, então deixei o Leo na escola mais cedo, e cheguei no Consulado pouco antes das 8h da manhã, em tempo de ver alguns funcionários chegando pro trabalho. Eu também descobri que as regras de segurança são as mesmas aplicadas no mundo todo: não pode entrar com nada eletrônico, não pode entrar com bolsa. Só pode levar documentos ...

A festa do Leo

Na sexta fiz os cupcakes, quase 100! Pra ser exata foram 96 cupcakes! Fiquei na cozinha das 3h até as 9:30h e quando eu parei só os cupcakes com massa formigueiro estavam com a cobertura – de brigadeiro – pronta! Ainda faltava fazer as coberturas dos outros e depois disso a Claudia e eu ainda enchemos 50 bexigas... Eu estava morrendo de dor nas costas, tomei um banho, um Dorflex e fui pra cama. Quem disse que eu consegui dormir? A dor estava tão forte que eu não tinha posição, tentei até dormir no chão pra ver se melhorava e nada! Às 3h da manhã eu escutei a Claudia levantando e levantei atrás dela pedindo um remédio, ela me deu um remédio super potente e depois disso eu dormi. Dormi no chão. Acordei no sábado quase 11h da manhã e com dor no corpo, as costas doloridas e tudo por fazer! Corri pra cozinha pra acelerar os cupcakes e a Caroline chegou logo em seguida – ela tinha me prometido que viria ajudar e realmente veio! Ela é meu anjo aqui em South Africa! – E foi ela quem me salvou ...

Sem muito o que fazer?

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Na terça-feira saí da aula e fui no Mac pra comer um Mac Fish antes de ir pra casa da Shirley. No caminho encontrei meu professor e fomos juntos almoçar. Ele é uma graça, uma verdadeiro palhaço e um excelente professor. Ele tem paciência com a gente, explica 10 vezes se a gente não entendeu,resumindo: adoro ele! Ele comeu rapidinho porque ele tinha aula as 13h, eu enrolei um pouco e depois fui pra estação pegar o trem (eu tinha comprado bilhete de retorno na terça). Cheguei no meu condomínio quase na hora que eu tinha marcado com a Shirley, então fui direto pra casa dela. Quando eu cheguei, eu estava literalmente derretendo de tanto calor. Tirei o tênis, tomei água e sentei um pouco – as meninas estavam dormindo. Depois de uma meia hora a Ray acordou, a Shirley foi pegá-la e eu já peguei ela do colo da Shirley e começamos a brincar... Ela até ameaçou chorar, mas não chorou. A Shirley saiu em torno das 3h e logo em seguida a Roy acordou. A Beverly – empregada da Shirley e irmã da Ca...

Desventuras em South Africa

Agora eu me sinto mais segura por aqui: o idioma não me assusta mais, já conheço os caminhos que eu sempre faço, não me incomodo com as pessoas me olhando como se eu fosse um ET no taxi e até me adaptei à mão de direção invertida – tanto como pedestre quanto como motorista. Então, claro que tinha que acontecer alguma coisa pra me mostrar que confiança sempre é bom, mas excesso de confiança não é legal. Hoje eu saí atrasada pra ir pra escola. Na real eu tenho saído meio atrasada todos os dias porque eu espero a Caroline chegar para levar o Leo na escola e com isso acordo ele no horário normal dele e vou arrumando ele. Quando ela chega, ele está quase pronto mas sempre falta alguma coisa. Daí vou falando com ela, arrumando ele e acabo saindo de casa uns 10 minutos mais tarde do que eu costumava sair ano passado. Com o atraso de 10 minutos eu geralmente perco meu ônibus e tenho que ir de trem. Até aí sem problemas, agora aprendi que tenho que pegar a primeira classe e assim as pessoas ...

Christmas Holiday – parte 4

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Último dia em Johannesburg. Que pena! Agora eu já estava realmente me sentindo em casa. Acordei sozinha umas 9 e pouco, me troquei, arrumei minha mala e desci para o café da manhã. Todo mundo já estava acordado e eu não me senti mal. Ajudei a Claudia com o café da manhã do Leo e fui arrumar a mala dos presentes do Leo. Em torno do meio dia almoçamos comida francesa “restô dontè” e o Kelvin nos deu uma carona até o aeroporto as 2h. Nosso voo era as 4:15h. O aeroporto estava lotado! Ficamos uns 30 minutos na fila do check-in, mas a fila só crescia atrás da gente. Depois fomos para o portão de embarque e tudo correu bem. Desembarcamos em Cape Town quase 8h da noite e fomos comer no Spur. Estávamos morrendo de fome! Chegamos em casa por volta das 10h. Dei um banhão no Leo, outro em mim e fomos dormir. Cada um na sua cama. E quem disse que eu conseguia dormir? Quase 2h da manhã e eu pegando remédio pra cólica e dor de cabeça. Às 2:30h o Leo acordou, mas foi de uma forma bem atípica. E...