Postagens

Mostrando postagens com o rótulo inglês

Frustração

Imagem
Levantei no horário de sempre, fiz os lanches dos meninos, ajudei no café da manhã do Alec e preparei o café da da manhã do Briggs. Quando ele desceu, o café da manhã dele ainda não estava completamente pronto e os pais já estavam saindo para o trabalho, então ele me perguntou se poderia brincar um pouco até oatmeal (aveia) ficar pronto. Falei que sim e assim fizemos. Alguns minutos depois chamei ele para tomar o café da manhã e percebi que não tinha sido uma boa ideia deixá-lo brincar antes do café. Ele já começou a querer fazer birra, mas eu fui firme e ele veio pra mesa. Depois que ele estava comendo eu ofereci água ou leite, ele me pediu água e foi aí que tudo começou: ele queria um maldito de um copo amarelo que estava sujo, eu falei pra ele usar o azul e ele começou a fazer birra, pegou a água jogou na pia e não se sentou à mesa para terminar seu café. Eu fui falando, explicando, dizendo que ele tinha que comer e que se não comesse todo o oatmeal ele não poderia levar um livr...

Christmas Holliday 2012

Imagem
O Natal por aqui foi igual ao do ano passado ( http://vaicarol.blogspot.com/2011/12/christmas-holiday-parte-3.html ), ou melhor: mais cedo! Eles não comemoram a véspera, mas mesmo assim tivemos uma noite especial e super agradável: comemos pizza na sala - comer na sala só em ocasiões bem especiais - assistindo um filme natalino com as crianças. Depois eles colocaram as crianças na cama e a Kristin e o Chip ainda ficaram embrulhando presentes por um tempão. Eu só levei meus presentes pra debaixo da árvore quando eu tive certeza que eles já estavam na cama. A Kristin falou que os meninos costumam acordar entre 6h e 7h da manhã no dia de Natal... Que eu poderia ficar dormindo até mais tarde, se eu quisesse... Mas eu queria participar, então falei que eu acordaria. Ela falou que conseguiria segurar os meninos até as 7h e assim fizemos... Acontece que fui acordada às 5h da manhã com mensagens do Brasil no celular, resisti a tentação de olhar, mas como a ansiedade - pelo Natal - não m...

Muita coisa...

Até que minha semana sozinha em casa está passando rápido! Hoje faz 7 dias que a Claudia e o Leo foram pro Brasil e eu estou sobrevivendo. Sinto muita falta deles, mas ir pra escola todos os dias tem ajudado bastante. Eu também tenho falado com a Claudia por SMS e ontem liguei pro Leo. Mas a escola me ajuda ainda mais porque agora tenho amigos lá e me divirto bastante! Na segunda-feira fui com a Juliana (a outra brasileira) ver a escola que ela tinha comentado comigo. Mas pra mim, financeiramente falando, é inviável. Eles cobram por 1 semana de aula o que eu pago em 1 mês na minha atual escola. Sem falar que eles não aceitam que eu vá somente 2 dias na semana, tem que ir todo dia e daí não dá. Mesmo assim foi legal ir lá porque agora eu sei onde é. Na terça não fui na escola porque quando a Caroline chegou, a gente começou a conversar e eu me atrasei um pouco. Até fui pro ponto pra pegar o taxi, mas tava demorando e quando eu vi a hora desisti e voltei pra casa. Na quarta-feira fui...

Miriam's Song

Tudo o que eu li nesse livro me deixou muito impressionada, é muito além do que eu aprendi na escola, muito além das minhas pesquisas na internet e, às vezes, até mais cruel do que algumas histórias que a Caroline me contou. E eu não me refiro somente às condições de estudo por causa da Bantu Education (educação para negros), me refiro a tudo: a Miriam vivia em um lugar perto de Johanesburg chamado Alexandra, uma área exclusiva para negros. Em Alexandra as casas não tinham energia elétrica e nem água encanada. Pelo que eu entendi todos moravam em espécies de cortiços, em casas de 2 cômodos que, no caso dela, era dividida por uma família de 9 pessoas. Mas dependendo da família eram mais pessoas nas casas, mas as casas nunca eram muito maiores do que 2 ou 3 cômodos e com uma fossa no quintal que era dividida entre todas as casas do quintal. A taxa de desemprego em Alexandra na década de 80 chegava a 60% e a violência – inclusive por parte dos policiais – era muito grande. As taxas de e...

Passeios

Antes de ir viajar, a Claudia me falou que uma moça lá do consulado, a Julia, iria me ligar pra combinarmos de sairmos a noite na sexta. Eu já conhecia a Julia daquela festa aqui em casa e de outra que eu fui no consulado. Na quinta, depois que a Claudia saiu, a Julia mandou um SMS falando a respeito da saída na sexta e falou que ligaria na sexta para combinarmos. Na quinta à noite a Claudia me ligou falando que eles tinham chegado bem em Johanesburg, mas que o Leo chorou no aeroporto falando que estava com saudades de mim... Isso cortou meu coração! Eu já aprendi a amar esse pequenininho. Então falei com ele um pouco no telefone e falei pra ele ficar bem, ficar feliz porque logo ele estaria de volta, pra ficar comigo. Na sexta à tarde a Julia ligou falando que não daria pra gente sair, mas que ela tinha uma festa de uns amigos para ir no sábado a tarde e se eu queria ir com ela. Nem pensei, topei na hora! Então ela ficou de me ligar no sábado de manhã para combinarmos tudo certinho...

Desventuras em South Africa

Agora eu me sinto mais segura por aqui: o idioma não me assusta mais, já conheço os caminhos que eu sempre faço, não me incomodo com as pessoas me olhando como se eu fosse um ET no taxi e até me adaptei à mão de direção invertida – tanto como pedestre quanto como motorista. Então, claro que tinha que acontecer alguma coisa pra me mostrar que confiança sempre é bom, mas excesso de confiança não é legal. Hoje eu saí atrasada pra ir pra escola. Na real eu tenho saído meio atrasada todos os dias porque eu espero a Caroline chegar para levar o Leo na escola e com isso acordo ele no horário normal dele e vou arrumando ele. Quando ela chega, ele está quase pronto mas sempre falta alguma coisa. Daí vou falando com ela, arrumando ele e acabo saindo de casa uns 10 minutos mais tarde do que eu costumava sair ano passado. Com o atraso de 10 minutos eu geralmente perco meu ônibus e tenho que ir de trem. Até aí sem problemas, agora aprendi que tenho que pegar a primeira classe e assim as pessoas ...

Sobrevivi! – parte 4

Imagem
Na sexta-feira finalmente elas decidiram sair um pouco! Foram para a Table Mountain e nos deixaram em paz. O Leo tinha futebol a tarde e eu fiquei com o carro para levá-lo ao futebol. Foi um dia maravilhoso! Ficamos em paz, brincamos, ele comeu bem e se divertiu no futebol. A noite a Claudia tinha um compromisso, então eu falei pra Fátima que a gente poderia ir a um restaurante. Ela topou e lá fomos nós ao Spur. É obvio que quando a Clara viu o Mc Donald’s ela queria parar lá, mas eu convenci ela e fomos ao Spur – é bem melhor. Lá no restaurante eu fiquei feliz! Eu fiz tudo sozinha: conversei com o garçon, pedi nossos lanches, expliquei o cardápio pra Fátima. Foi muito legal! Chegamos em casa em torno das 10:30h, dente-dente, cama-cama. A cooking class começou nesse sábado. A Claudia havia convidado as duas para a aula, mas a Fátima decidiu que não iria. Então a Clarinha foi com a gente. Sem a mãe até que ela é uma criança suportável. No caminho para a cooking class eu queria conve...

Uma sexta-feira nada comum

A Claudia havia comentado que teríamos um churrasco em casa, na sexta 02/12, pro pessoal do consulado. Eu imaginei que viriam as mesmas pessoas que estavam no Thanksgiving e fiquei pensando porque fazer aqui se a nossa casa é uma das menores do povo do consulado... Mas resolvi não perguntar. Fiquei feliz que teríamos festa – acho que é por isso que todo mundo pensa que brasileiro é festeiro – e fiquei pensando que teria aquele casal que fala português para eu conversar com eles. Paralelamente era o último dia de aula do Leo, ele teve um piquenique na escola e saiu as 10:30h. Fui buscá-lo nessa hora, encontrei com a Claudia lá e perguntei se ela precisaria que eu fizesse alguma coisa para adiantar o churrasco. Ela me disse que não que eles sairiam às 13h do consulado e que o pessoal ia trazer tudo. No final ela comprou uma melancia e fizemos salada de melancia. Parece uma coisa estranha, mas ficou deliciosa: melancia, cebola, queijo de cabra, azeite e sal. ADOREI! Também havia salgad...

Mais um dia de aula

Gente, vocês já enjoaram das minhas aventuras indo e voltando da minha escola? Se sim deixem comentário que eu paro de contar. Na terça-feira, quando eu cheguei da aula e fui dormir com o Leo, a Alice foi embora sem se despedir. Até aí tudo bem, achei que ela não queria incomodar. Mas quando eu prestei atenção a chave dela aqui de casa estava aqui em casa – e não com ela. Então significava que ela não ia voltar mais. Quando a Claudia chegou, falei com ela. Ela mandou um SMS pra Alice e a Alice confirmou que não voltaria mais. Imediatamente a Claudia já mandou um SMS para outra moça, Caroline – ela é sul africana e já trabalhou aqui em casa também – e a Carol falou que só poderia vir a partir da próxima semana. Então para eu não perder aula, a Claudia disse que pegaria o Leo na escola, pediu se eu poderia voltar de trem – para chegar mais rápido – e então ela voltaria para o trabalho. E assim fizemos. Daí na volta, dessa vez eu fui mais esperta: comprei o bilhete Plus, da 1ª classe,...

Uma aventura nem tão grande assim

Oi pessoal! Hoje foi meu primeiro dia de aula! E se estou aparecendo por aqui agora é porque estou viva para contar! HEHE Hoje acordei mais cedo. Eu precisava deixar o Leo na escola antes das 8h senão eu não chegaria na minha escola em tempo, afinal eu teria que pegar um taxi e + o trem para chegar lá... Mas quase que não apareço por aqui mesmo, sorte que meu anjo da guarda é poderoso e cuida muito de mim! Por quê? Ah, porque na ida eu peguei um taxi onde o motorista era camicase! Ele dava umas aceleradas que quase me derrubaram do banco! Ele quase bateu taxi em um carro quando foi virar a direita, quase derrubou uma passageira – juro que não era eu – porque não viu ela entrando no veiculo e ainda por cima foi parado pela polícia! Ah, e quando eu entrei no taxi havia um cara, que no meu conceito era branco, mas pelo que eu entendi do Apartheid ele seria color – uma pessoa que tem ascendência negra e branca. O que me contaram é que era o governo quem decidia se a pessoa era branca, ...

Conhecendo pessoas

Imagem
Ontem (sexta, 11/11/11) foi feriado americano. Então a Claudia estava de folga. De manhã levei o Leo na escola, depois ela foi comigo na escola onde eu vou estudar. Fica em Clairmount, uma outra cidadezinha perto daqui (da uns 20 minutos de carro) e é o único centro comercial perto de onde eu moro – Tokai – mas isso é assunto pra outro post. Fiz a matrícula na escola. Vou estudar 2 dias na semana (terças e quintas). É que são 3 horas de aula por dia com 30 minutos de intervalo – das 9h às 12:30h. E como vou de ônibus não chego em tempo de pegar o Leo na escola. E como nesses dias a Alice vem aqui, ela pode pegá-lo para mim e dar almoço para ele. Além do mais fica mais barato do que 3 ou 5 vezes na semana. Voltando da minha escola, fomos buscar o Leo e uma das mães perguntou à Claudia se ela havia recebido o convite para o aniversário do filho dela. A Claudia disse que não e alegou que o motivo foi, provavelmente, ela ter ficado 3 semanas em férias. Daí ela e o Leo passaram esse perío...

Furadas

Bom, já tem uma semana que eu estou “nas gringas” e às vezes parece que eu nem sai do Brasil... Por que? Bom, porque graças a Deus hoje o mundo é globalizado... Eu falo com quase todo mundo do Brasil pela net quase todo dia e quando não falo e estou com saudades, mando um torpedo. Eu escuto as minhas músicas que eu trouxe no celular e no MP3 e eu estou em uma casa onde todo mundo fala português e quando a TV está ligada geralmente é em um DVD da turma da Mônica! Eu só me lembro que não estou no Brasil quando toca o telefone, a campainha ou quando levo o Leo na escola ou ao parque... Porque daí escuto as pessoas falando em inglês e quando elas vem falar comigo eu saco o meu melhor inglês e digo que sou brasileira e estou aqui para aprender inglês. Geralmente elas são amigáveis, falam mais devagar comigo e se esforçam para entender o que eu digo. Mas, às vezes, meu melhor inglês não me ajuda... Uma pessoa que eu não entendo é um funcionário do consulado, que vive aqui em casa... Ele é...